Há realmente um poder absoluto?
Não, o poder é omisso, logo não absoluto.
O absolutismo não traz a exatidão mas incorpora
medidas exatas de uma conduta.
O que é omisso se esvai e se completa pelo próprio descaso
que lhe preenche neste meio, porque o futuro
talvez não interessa ser tão pleno...no absoluto dessa
verdade desconstituída...omissa...
Tornamo-nos absolutos, então...
Somos nós absolutos?
E dependemos dessa verdade para nos tornarmos perfeitos,
inteiros, plenos, desconstituídos e omissos?
Temos o poder absoluto em nossas mãos e o entregamos
a nós mesmos?
O que queremos?
Nós nos constituímos a verdade?
Constituímos o poder absoluto a nós mesmos para suportar
e sustentar a dinâmica da vida na realidade humana?
Somos tão absolutos assim...e não sabemos?
À que se atribui a necessidade desse poder?
Omite-se a verdade absoluta porque temos receio do que
seria o fim...e se esse não fosse tão pleno...seria objeto
de interesse apenas o meio?
Paramos no meio?
Estagnados nessa dinâmica da vida humana?
Sim...Talvez...
Talvez na minha...na sua verdade absoluta...no exercício
do poder absoluto em sustentar a realidade humana
a que servimos,
escravizados por essa mesma verdade absoluta,
minha e sua
e que não são distintas;
partilhamos do mesmo poder absoluto.
E aqui...estamos...
Uno...
Indivisível...
Partículas diluídas num espaço absolutamente real
Seria a realidade absoluta?
Não
Então por que insistimos em sustentar a verdade absoluta
nesse meio?
Quem é o primeiro?
O segundo?
O terceiro?
Precisamos do começo...
O perfeito, o inteiro...
O pleno...
Não há o que ser absoluto para os humanos...
Não lhes é atribuído este poder...
A verdade não lhes pertence...
nem tampouco o poder para desconstituí-la,
omiti-la ou
apagá-la.
A realidade humana não é absoluta.
A verdade humana não é a verdade absoluta de uma realidade.
A verdade já é por si só a verdade.
A mentira faz vencer o fracasso...
O que se derrota na dinâmica da vida a cada dia...
A vitória que traz a glória aos desafortunados!
E a quem interessa o fracasso?
Interessa a muitos...
Logo há um regozijo na mentira, pois assim são
vitoriosos em promover misérias, mazelas e
os derrotados dinamizam essa vida decadente e precária
a cada dia...
E diante dessas mazelas
acredita-se trazer vitórias aos que mentem e movem
essa decadência na vida humana
E para proteger a mentira se apropriam dos desafortunados
dessa glória ruborizada por vidas que se vão...
ao chão, nas sarjetas...
Tais servem à glória da verdade absoluta que a mentira criou...
Glorificados sois,
pelo perdão,
por muitas vezes não saber o que fazem!
Será assim sempre?
Mentir para dizer a verdade?
Que verdade?
...que reparte e não compartilha?
...que entrega e não doa?
...que usa e não fica?
Onde está a Vida?
A Vida?
Que dinâmica?
Que identidade?
Que realidade humana?
Sem tampouco ser a realidade absoluta?
Que luta nós compartilhamos?
A que luta nos doamos?
E com que ficamos?
Se não se reparte...não há entrega...
só se usa...
e nada fica!
Minha, sua mentira
Minha, sua verdade
O que se reparte?
O que se compartilha?
O que se entrega?
O que se doa?
O que se usa?
O que fica?
Fica...
Estamos aqui!
Cumprindo a mesma dinâmica de vida...
Continuamos assim...
Numa perspectiva escravizada e devotada ao nosso
poder absoluto
...aquele que criamos,
admitimos,
e aceitamos
por muitas vezes ser a nossa própria
verdade absoluta!
...E continuar sendo nós mesmos
...pela nossa insistência em mentir!
Mentir uma verdade...
Tornar verdadeira uma mentira...
Para suportar a vida...
A dinâmica da vida em mazelas...a cada dia
Por não suportar mais!
E o que dizer da emoção...
diante de uma sociedade contemporânea,
a esses seres racionais?
Diluam-se
e partilhem as
emoções da vida
Na razão do viver pleno...
para ser inteiro
e perfeito!
Como perfeitos sois,
desde o começo!
Erica
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